Julgamento Justo

Julgamento Justo

“Não julguem pela aparência, mas façam um julgamento justo.”

Anos atrás, eu estava evangelizando e levei comigo um rapaz mais novo que estava compartilhando sua fé pela primeira vez. Estávamos conversando com um motoqueiro grande, forte, cheio de tatuagens. O homem nos disse: “Caiam fora e me deixem em paz.”

Eu disse: “Vamos embora.”

Mas meu amigo respondeu: “Tudo bem, então. Não vamos lançar pérolas aos porcos.”

Esse definitivamente não é o versículo certo para citar quando se está pregando o evangelho. Talvez seja o que vem à mente, mas não é o que se deve dizer.

Como cristãos, precisamos fazer avaliações. Devemos discernir quem são as pessoas que não valorizam as coisas de Deus. Há um momento certo para o julgamento. Julgar, nesse sentido, é exercer o pensamento crítico — e isso, em determinadas situações, é necessário.

João 7:24 nos diz: “Não julguem pela aparência, mas julguem com justiça.” A Bíblia nos orienta a julgar, mas com base no que é correto. Não fomos chamados para condenar ou sermos críticos de maneira negativa. Em vez disso, devemos avaliar com sabedoria, agir com discernimento e nos posicionar sobre o que é certo ou errado, verdadeiro ou falso, bom ou mau. Aliás, a própria Bíblia afirma: “Vocês não sabem que os santos julgarão o mundo?” (1 Coríntios 6:2).

Mais: Guia Completo de Estudos Bíblicos.

O extremo oposto de ser crítico é aceitar tudo de forma ingênua. No Sermão do Monte, Jesus disse: “Não deem aos cães o que é santo, nem joguem suas pérolas aos porcos” (Mateus 7:6). Em outras palavras, “Não ofereçam as coisas sagradas de Deus a quem não tem nenhum interesse nelas.” Precisamos fazer essas avaliações, e isso não é uma violação das Escrituras.

Fonte: Harvest.