Mantendo a Morte em Perspectiva
Quando expirarem, voltarão para a terra, e todos os seus planos morrerão com eles.
— Salmo 146:4
Uma vida bem vivida é aquela em que mantemos a morte em perspectiva. A morte é uma realidade por causa do nosso pecado. O apóstolo Paulo escreveu: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).
A morte é como um relógio que não para de contar. Sabemos que nosso tempo na terra é limitado. Tiago 4:14 nos lembra: “Vocês não sabem o que acontecerá amanhã. Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um instante e logo se dissipa” (NVI). O Salmo 146:4 reforça: “Quando expirarem, voltarão para a terra, e todos os seus planos morrerão com eles.”
O momento da nossa morte é conhecido por Deus, assim como todas as coisas. Ela virá exatamente no tempo determinado — nem um instante antes, nem um instante depois. E não há nada que possamos fazer para prolongar nossa vida além do tempo que Deus nos concedeu. Sinto muito, mas todo o germe de trigo e tofu do mundo não vão estender seus dias. Podem até melhorar a qualidade da sua vida — ou talvez nem isso —, mas certamente não a prolongarão. Não temos garantia de uma vida longa, apenas da vida que Deus decidiu nos dar.
Como crentes, não temos motivo algum para temer a morte. Jesus tornou possível a nossa vida eterna. Não há razão para temer a sombra da morte. Davi escreveu: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam” (Salmo 23:4).
Mas a realidade da morte — isto é, o tempo limitado que temos nesta terra — nos dá urgência em nossa missão como discípulos de Cristo. Temos apenas um certo tempo para compartilhar o evangelho com pessoas para as quais a morte é inimiga. Temos apenas um certo tempo para plantar sementes espirituais na vida dos outros. Talvez nunca vejamos essas sementes florescerem ou os frutos que delas surgem. Mas podemos plantar as sementes e confiar em Deus para levá-las à frutificação.
A realidade da morte também torna nossas relações mais imediatas. Paulo escreveu: “Não deixem o sol se pôr enquanto vocês ainda estiverem com raiva, pois o diabo pode se aproveitar disso” (Efésios 4:26–27). Ele exortou os crentes a resolver conflitos e perdoar uns aos outros rapidamente. O tempo é curto demais para agir de outra forma. Jesus disse: “Portanto, se você estiver apresentando sua oferta no altar e se lembrar de que alguém tem algo contra você, deixe sua oferta diante do altar. Vá reconciliar-se com aquela pessoa e então volte para apresentar sua oferta a Deus” (Mateus 5:23–24). Em outras palavras, interrompa o que estiver fazendo para se reconciliar, pois não há garantia de uma segunda chance.
A realidade da morte traz urgência ao nosso serviço cristão e nos oferece a perspectiva necessária para uma vida bem vivida.
Fonte: Harvest.
Rafael Almeida é um buscador da espiritualidade e do autoconhecimento, dedicado há mais de uma década a estudar, praticar e viver experiências que promovem a expansão da consciência. Criador do blog Digital Pensar, compartilha reflexões, vivências e aprendizados que unem práticas ancestrais, desenvolvimento interior e a espiritualidade aplicada no dia a dia, sempre com o propósito de inspirar pessoas a se reconectarem com sua essência.

