Igrejas devem ser lugares alegres, onde se compartilha o dom da fé, diz o papa.
O Papa Leão XIV juntou-se à comunidade beneditina internacional na Igreja de Santo Anselmo, em Roma, em 11 de novembro, data que marcou o 125º aniversário da dedicação da igreja.
ROMA (CNS) — O Papa Leão XIV recebeu as chaves da Igreja de Santo Anselmo, situada no Monte Aventino, em Roma — um templo cuja história está intimamente ligada ao seu homônimo.
Em 1888, o Papa Leão XIII confiou a um arcebispo beneditino a tarefa de reabrir o antigo Colégio de Santo Anselmo e construir uma nova igreja, que foi dedicada em 11 de novembro de 1900.
O abade Jeremias Schröder, abade primaz da Confederação Beneditina Internacional, entregou as chaves ao Papa Leão XIV quando ele foi celebrar uma missa vespertina no local, em 11 de novembro, para marcar o 125º aniversário da dedicação da igreja.
Em sua homilia, o Papa Leão afirmou que seu predecessor estava convencido de que os beneditinos “poderiam contribuir imensamente para o bem de todo o Povo de Deus em uma época repleta de desafios, como a transição do século XIX para o século XX.”
“Em nossos dias também não faltam desafios a enfrentar”, disse o pontífice. “As rápidas transformações que testemunhamos nos provocam e questionam, levantando problemas antes desconhecidos.”
Segundo ele, os beneditinos e os membros de outras ordens monásticas têm um papel essencial em ajudar as pessoas a lidar com essas dificuldades, mantendo o coração, a mente e a vida firmemente ancorados em Cristo.
Ao celebrar o aniversário da dedicação de uma igreja, o papa explicou que esse momento “marca o instante solene na história de um edifício sagrado em que ele é consagrado para ser um espaço de encontro entre o tempo e o eterno, entre o finito e o infinito, entre a humanidade e Deus — uma porta aberta para a eternidade.”
Uma igreja, disse o papa, deve ser “um lugar de alegria, onde experimentamos a beleza de partilhar com os outros aquilo que recebemos gratuitamente.”
Segundo ele, os beneditinos têm uma longa tradição de viver dessa forma.
“O monaquismo, desde seus primórdios, tem sido uma realidade de ‘fronteira’, que inspira homens e mulheres corajosos a fundar centros de oração, trabalho e caridade nos lugares mais remotos e difíceis”, afirmou o pontífice. Muitas vezes, esses esforços transformaram “regiões desoladas em terras férteis e prósperas — agrícola, econômica e, acima de tudo, espiritualmente.”
Os mosteiros, acrescentou, têm sido lugares de “crescimento, paz, hospitalidade e unidade, mesmo nos períodos mais sombrios da história.”
Assim como São Pedro, São Bento e outros santos, disse o papa, “também nós só podemos corresponder às exigências da nossa vocação colocando Cristo no centro da nossa vida e da nossa missão, a partir daquele ato de fé que nos leva a reconhecê-lo como Salvador, e traduzindo essa fé em oração, estudo e compromisso com uma vida santa.”
O centro da vida monástica, afirmou o papa, é a liturgia e a leitura orante das Escrituras, mas também a pesquisa acadêmica dos monges, o cuidado pastoral que oferecem e a formação de uma comunidade composta por religiosos vindos de todas as partes do mundo.
O Papa Leão rezou para que o mosteiro e as instituições a ele ligadas — a universidade, o instituto litúrgico e o serviço pastoral — continuem sendo “uma verdadeira escola do serviço do Senhor”, ajudando todos os católicos a serem “o povo que Deus escolheu para si, a fim de proclamarmos as maravilhas daquele que nos chamou das trevas para a sua luz admirável.”
Fonte: USCCB.
Rafael Almeida é um buscador da espiritualidade e do autoconhecimento, dedicado há mais de uma década a estudar, praticar e viver experiências que promovem a expansão da consciência. Criador do blog Digital Pensar, compartilha reflexões, vivências e aprendizados que unem práticas ancestrais, desenvolvimento interior e a espiritualidade aplicada no dia a dia, sempre com o propósito de inspirar pessoas a se reconectarem com sua essência.

