Administração Trump divulga arquivos do FBI sobre assassinato de Martin Luther King Jr.
Tulsi Gabbard anunciou a divulgação na segunda-feira.
A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, anunciou nesta segunda-feira a liberação de 230 mil arquivos relacionados ao assassinato de Martin Luther King Jr.
“Hoje, após quase 60 anos de questionamentos em torno do assassinato do Dr. Martin Luther King Jr., estamos tornando públicos 230 mil documentos sobre o caso, já disponíveis em http://archives.gov/mlk”, escreveu Gabbard em uma publicação na rede X. “Os arquivos incluem detalhes sobre a investigação do FBI, discussões sobre possíveis pistas, memorandos internos que mostram o andamento do caso, além de informações sobre o ex-companheiro de cela de James Earl Ray, que afirmou ter discutido com Ray uma suposta conspiração para o assassinato, entre outros dados.”
King, pastor batista de Atlanta e o mais célebre ativista pelos direitos civis dos Estados Unidos, foi assassinado em Memphis em 4 de abril de 1968, aos 39 anos.
James Earl Ray, um assaltante condenado e fugitivo da prisão, foi identificado como o assassino de Martin Luther King após sua digital ser encontrada no rifle usado no crime, abandonado próximo ao local do assassinato. A polícia acredita que Ray atirou em King a partir de uma pensão localizada em frente ao Motel Lorraine, depois de perseguir o líder dos direitos civis por mais de duas semanas.
Em março de 1969, Ray se declarou culpado pelo assassinato de King para evitar a pena de morte e foi condenado a 99 anos de prisão, onde morreu em 1998.
Após o anúncio feito na segunda-feira, a família de Martin Luther King pediu que os documentos fossem “interpretados dentro de seu contexto histórico completo.”
“Durante a vida de nosso pai, ele foi implacavelmente alvo de uma campanha invasiva, predatória e profundamente perturbadora de desinformação e vigilância, orquestrada por J. Edgar Hoover por meio do FBI”, declarou a família em nota. “O objetivo da campanha COINTELPRO do governo não era apenas monitorar, mas também desacreditar, desmantelar e destruir a reputação do Dr. King e o Movimento dos Direitos Civis como um todo.”
A família afirmou ainda que, à medida que examinar os arquivos divulgados, “iremos avaliar se eles trazem novos entendimentos além das conclusões que já aceitamos.” Também reforçaram que “condenam veementemente qualquer tentativa de usar esses documentos de maneira que prejudique o legado de nosso pai e as conquistas significativas do movimento.”
Fonte: ABC.
Rafael Almeida é um buscador da espiritualidade e do autoconhecimento, dedicado há mais de uma década a estudar, praticar e viver experiências que promovem a expansão da consciência. Criador do blog Digital Pensar, compartilha reflexões, vivências e aprendizados que unem práticas ancestrais, desenvolvimento interior e a espiritualidade aplicada no dia a dia, sempre com o propósito de inspirar pessoas a se reconectarem com sua essência.

