Papa Leão XIV

Papa Leão XIV: A amizade com Cristo é a chave para a felicidade cristã

Cultivar a amizade com Cristo e experimentar a proximidade e o amor do Mestre é essencial para a felicidade, tanto para os sacerdotes quanto para os leigos, lembrou o Papa Leão XIV ao receber formadores e missionários Xaverianos no Vaticano nesta sexta-feira.

É muito importante cultivar a amizade com Jesus…

O Papa Leão XIV fez esse importante lembrete nesta sexta-feira, no Vaticano, aos participantes do Curso para Formadores de Seminários realizado na Universidade Pontifícia Ateneu Regina Apostolorum, em Roma, e aos Missionários Xaverianos ao final de seu Capítulo Geral.

Aos que encerraram o curso ou o Capítulo Geral, o Papa reconheceu: “São, certamente, dois eventos distintos, mas podemos perceber um fio condutor que os une, pois, de maneiras diferentes, somos chamados a entrar na dinâmica da missão e a enfrentar os desafios da evangelização.”

Ter os mesmos sentimentos de Cristo Jesus

É justamente esse chamado, maravilhou-se o Papa, que exige de todos nós — ministros ordenados e fiéis leigos — uma formação sólida e integral, “que não se limite a conhecimentos especializados, mas que busque transformar nossa humanidade e espiritualidade para que reflitam o Evangelho, e para que tenhamos os mesmos sentimentos de Cristo Jesus.”

O Papa seguiu oferecendo algumas reflexões nesse sentido, lembrando também que, com essa inspiração, o Dicastério para o Clero promoveu recentemente um encontro internacional dedicado aos sacerdotes com o tema “Sacerdotes Alegres”.

“Podemos acrescentar que se deixar contagiar pela alegria do Evangelho”, sugeriu o Papa Leão, “não é algo apenas para os sacerdotes, mas para todos; por isso, podemos falar de cristãos felizes, discípulos felizes e missionários felizes.”

“Podemos acrescentar que deixar-se entusiasmar pela alegria do Evangelho não é algo reservado apenas aos sacerdotes, mas a todos; por isso, podemos falar de cristãos felizes, discípulos felizes e missionários felizes.”

A “casa” do cristão deve estar edificada sobre a “rocha”

Se essa esperança não quiser se tornar apenas um simples slogan, disse ele, a formação é essencial.

“De fato, é necessário que a ‘casa’ da nossa vida e do nosso caminho vocacional, seja ele sacerdotal ou leigo, esteja edificada sobre a ‘rocha’”, destacou o Papa, explicando que isso significa ter fundamentos sólidos “para enfrentar as tempestades humanas e espirituais, das quais nem mesmo a vida dos cristãos, sacerdotes e missionários está isenta.”

O Santo Padre então questionou “como podemos construir nossa casa sobre a rocha” e, nesse sentido, apresentou três breves sugestões.

É necessário experimentar pessoalmente a proximidade e o amor do Mestre.

A primeira, lembrou ele, é “cultivar a amizade com Jesus”, ressaltando que essa é a base da casa, “que deve estar no centro de toda vocação e missão apostólica.”

“Precisamos vivenciar pessoalmente a proximidade do Mestre,” afirmou, “para saber que fomos vistos, amados e escolhidos pelo Senhor por pura graça e sem mérito nosso, pois é principalmente dessa experiência pessoal que depois emanamos em nosso ministério.”

“Precisamos vivenciar pessoalmente a proximidade do Mestre, para compreender que fomos vistos, amados e escolhidos pelo Senhor por pura graça e sem mérito nosso…”

“Além disso, quando formamos outros na vida sacerdotal e, conforme nossa vocação específica, proclamamos o Evangelho em terras de missão,” lembrou o Papa Leão, “é nossa experiência pessoal de amizade com Cristo que primeiro irradiamos, manifestando-se em nosso modo de viver, em nossa atitude, em nossa humanidade e na capacidade de cultivar relacionamentos saudáveis.”

Papa Leão XIV

É preciso trabalhar constantemente em nós mesmos.

O Santo Padre lembrou, nesse contexto, que a evangelização é antes de tudo “testemunho”, “testemunho do encontro pessoal com Jesus Cristo”, o que, reconheceu, exige uma jornada contínua de conversão, na qual “precisamos trabalhar constantemente em nós mesmos.”

“É necessário um esforço consciente,” afirmou, “para olhar dentro do nosso coração, identificar as sombras e feridas que nos marcam, e então ter a coragem de abandonar nossas máscaras e cultivar uma amizade íntima com Cristo.” “Dessa forma,” continuou o Santo Padre, “permitiremos que a vida do Evangelho nos transforme e nos tornemos discípulos missionários autênticos.”

A segunda sugestão, em seguida, foi “viver uma fraternidade eficaz e afetiva entre nós.”

Nesse sentido, o Papa destacou que “precisamos trabalhar arduamente em nós mesmos para superar o individualismo e o desejo de ultrapassar os outros, que nos transforma em competidores,” e, em vez disso, “aprender gradualmente a construir relacionamentos humanos e espirituais saudáveis e fraternos.” “Em princípio, acredito que todos concordam com isso,” disse ele, “mas, na prática,” reconheceu, “ainda há um longo caminho a percorrer.”

Os sacerdotes não estão sozinhos.

Por fim, o Papa Leão XIV sugeriu que o terceiro aspecto é “compartilhar a missão com todos os batizados,” observando que “os sacerdotes também precisam ser formados para isso, para não se considerarem líderes solitários nem exercerem o sacerdócio ordenado com um senso de superioridade.”

Papa Leão XIV

Nesse ponto, o Papa afirmou: “Precisamos de sacerdotes capazes de discernir e valorizar nos leigos a graça do Batismo e os carismas que dele emanam, ajudando-os, talvez, a se abrir a esses dons e a encontrar a coragem e o entusiasmo para se comprometerem no serviço à vida da Igreja e da sociedade.”

“Em termos concretos,” explicou o Papa Leão, “isso significa que a preparação dos futuros sacerdotes deve estar cada vez mais imersa na realidade do Povo de Deus e ser realizada com a participação de seus membros: sacerdotes, leigos e homens e mulheres consagrados.”

Antes de concluir, o Santo Padre agradeceu a todos ali presentes pela oportunidade de estarem juntos, mas, sobretudo, pelo serviço e dedicação na formação sacerdotal e no trabalho missionário, evangelizando terras frequentemente feridas e carentes da esperança do Evangelho. “Incentivo vocês a prosseguir em suas jornadas,” finalizou.

Papa Leão XIV

Fonte: Vatican News.